PROVEDOR DE SOLUÇÕES LOGÍSTICAS INTEGRADAS, INOVADORAS E SUSTENTÁVEIS

EXPERTISE NO DESENVOLVIMENTO DE SOLUÇÕES LOGÍSTICAS DE ALTA COMPLEXIDADE

EXPERTISE NO DESENVOLVIMENTO DE SOLUÇÕES LOGÍSTICAS DE ALTA COMPLEXIDADE

Fatores de Risco

Aquisições envolvem inúmeros riscos, incluindo dificuldades de assimilação das operações da empresa adquirida, participação em mercados nos quais não temos experiência ou temos experiência limitada, perda potencial de clientes, de executivos-chave e empregados da empresa adquirida e risco de exposição a responsabilidades relativas a contingências ou passivos incorridos pela empresa adquirida. Todos esses riscos podem ter um efeito adverso em nossos negócios nos e resultados operacionais. O processo de auditoria (due diligence) que conduzirmos com relação às nossas aquisições e quaisquer garantias contratuais ou indenizações que possamos receber dos vendedores de tais empresas podem não ser suficiente para nos proteger ou nos compensar por eventuais contingências.
A empresa realizou quatro aquisições desde 2001:
i)               em abril de 2007, a Tegma Cargas Especiais Ltda. (antiga Boni), a Tegma Logística Integrada S.A. (antiga CLI) e a P.D.I. Comércio, Indústria e Serviços Ltda.;
ii)             em agosto de 2008, adquirimos através de nossa controlada Maestric, a empresa Nortev Transportes de Veículos Ltda.;
iii)           em março de 2011, adquirimos participação de 80% no capital da Direct Express Logística Integrada S.A. e posteriormente, em novembro de 2013, a aquisição da participação de 20% (vinte por cento) remanescente tornando-se direta e indiretamente detentora de 100% do capital social
iv)           em janeiro de 2012, adquirimos os negócios da LTD Transportes LTDA., através da empresa Trans Commerce Transportes de Cargas Ltda.
A empresa cresceu substancialmente por meio de aquisições estratégicas. Não há como assegurar que seremos bem sucedidos em identificar, negociar ou efetivar quaisquer aquisições.
Adicionalmente, aquisições futuras poderão requerer um maior endividamento, o qual pode afetar adversamente nossos resultados. Alternativa e/ou conjuntamente, poderemos vir a ter que captar recursos adicionais através de operações de emissão pública ou privada de ações ou valores mobiliários conversíveis em ações, o que poderá resultar na diluição da participação do investidor nas nossas Ações.
No caso de efetivação de aquisições futuras, não podemos garantir que seremos capazes de integrar as empresas adquiridas ou seus bens em nossos negócios de forma bem sucedida. O insucesso na nossa estratégia de novas aquisições pode afetar adversamente os nossos resultados.
A Companhia é parte envolvida em processos trabalhistas, cíveis, tributários e outros em andamento que totalizavam, em 31 de dezembro de 2014, R$98.729 (R$59.377 em 31 de dezembro de 2013) Controladora e R$186.098 (R$245.954 em 31 de dezembro de 2013) Consolidado, e está discutindo essas questões, tanto na esfera administrativa, como na judicial, as quais, quando aplicáveis, são amparadas por depósitos judiciais. As provisões para as eventuais perdas prováveis decorrentes desses processos são estimadas e atualizadas pela Administração na medida em que há expectativa de desembolso futuro, amparada em opinião de seus consultores jurídicos externos.
Em 17 de dezembro de 2014 a Companhia foi autuada pela Receita Federal do Brasil por aproveitamento fiscal dos ágios gerados nas aquisições das sociedades Boni Amazon S.A. e Achintya Empreendimentos e Participações S.A., no montante de R$ 47.343.532,89. No mês anterior a apuração a Tegma, com o intuito de mitigar riscos de uma possível condenação por aproveitamento destes ágios, decidiu aderir ao Programa de Recuperação Fiscal (“REFIS”) para quitação destes débitos. Após os descontos e ajustes permitidos pelo REFIS, foram reconhecidos por conta deste evento R$12.366 mil do principal da possível dívida e R$2.836 mil em despesa financeira relacionada à multa e juros do período. Como parte da quitação foram desembolsados R$6.689 mil, e utilizado prejuízo fiscal das controladas Trans Commerce Transporte de Cargas Ltda. (“TC” – atual razão social Tegma Logística de Veículos Ltda.) e Tegma Logística Integrada S.A. (“TLI”), conforme Lei nº 13.043/2014, nos valores R$311 mil e R$8.202 mil.
As demandas judiciais por classificação de risco em 31 de março de 2015 podem ser assim apresentadas: (a) Perda provável - R$3.194 (Consolidado - R$11.754); (b) Perda possível - R$83.711 (Consolidado - R$154.037); e (c) Perda remota R$11.824 (Consolidado - R$20.307).
Não é possível prever qual será o resultado desses processos. Caso parte substancial de tais processos ou um ou mais processos de valor relevante sejam julgados contrariamente aos nossos interesses e não haja provisão em valor similar, nossos resultados poderão ser adversamente afetados. Além disso, caso isso ocorra, mesmo que haja provisão suficiente, nossa liquidez poderá ser adversamente afetada.
Além disso, celebramos contratos com empresas terceirizadas. Na hipótese de uma ou mais empresas terceirizadas não cumprirem suas obrigações trabalhistas, previdenciárias ou fiscais, poderemos vir a ser considerados subsidiariamente responsáveis e ser obrigados a pagar tais valores aos empregados das empresas terceirizadas. Não podemos garantir que empregados de empresas terceirizadas não tentarão reconhecer vínculo empregatício conosco.
Nossos sistemas de tecnologia da informação são cruciais para nossas operações e impactam diretamente nossa habilidade de enfrentar a concorrência. Além disso, nossos clientes demandam aplicações/ferramentas de tecnologia da informação cada vez mais sofisticadas. Caso não continuemos a investir em tecnologia da informação a fim de suprir as necessidades de nossos clientes, poderemos estar em desvantagem competitiva e perder nossos clientes.
Além disso, nossos sistemas de tecnologia da informação dependem de prestadores de serviços de comunicação global. Nossos sistemas e servidores são suscetíveis a interrupções resultantes de queda de energia, falhas de telecomunicações, break-ins, vírus de computador e eventos similares.
A ocorrência de qualquer desses eventos pode interromper ou danificar os sistemas de tecnologia da informação inibindo nossas operações internas, habilidades de prestar serviços aos clientes e a habilidade de nossos clientes e fornecedores em acessar nossos sistemas de tecnologia da informação, afetando adversamente os nossos resultados.
Acidentes no setor de logística de transporte rodoviário são relativamente comuns e as suas consequências são imprevisíveis.
A Companhia e suas Controladas mantêm seguros para: (i) transporte de cargas; (ii) armazenagem de mercadoria; (iii) responsabilidade civil contra terceiros; (iv) frota de apoio, entre outros, cujas coberturas contratadas, caso excedidas, podem causar um efeito adverso sobre nossos negócios, condição financeira e resultados operacionais, reduzindo nossas margens.
A Administração da Companhia, considerando os custos financeiros envolvidos na contratação de seguros para sua frota de caminhões e semirreboques, adota a política de não contratar essa proteção, mantendo, todavia, seguros para o ramo da responsabilidade civil contra terceiros.
Mantemos relacionamento com 43 sindicatos. Não podemos garantir que não seremos afetados por greves e paralisações no futuro.
Tais eventos podem impactar diretamente as nossas operações e o relacionamento com os nossos clientes, bem como o nosso resultado.
Conduzimos nossas atividades (consolidado) tanto em imóveis próprios quanto alugados. Utilizamos 49 imóveis para operações e apoio, dos quais 44 pertencem a terceiros. Temos contratos de longo prazo com os proprietários desses imóveis e os remuneramos com valores compatíveis com os preços de mercado. Todavia, não temos garantias de que os locadores terão interesse em renovar esses contratos no futuro. Além disso, um eventual aquecimento do mercado imobiliário pode fazer com que os preços dos aluguéis subam acima das nossas expectativas, o que pode impactar o nosso resultado caso não sejamos capazes de repassar este custo aos nossos clientes.

A seu controlador, direto ou indireto, ou grupo de controle

Os nossos acionistas controladores são titulares de 60% do nosso capital votante, elegendo a maioria dos membros do Conselho de Administração. As decisões dos nossos acionistas controladores quanto aos nossos negócios podem divergir da decisão esperada por nossos acionistas minoritários

A seus acionistas

Nossas ações têm baixo volume diário de negócios. Adicionalmente, atuamos em um segmento ainda incipiente no mercado de valores mobiliários. Consequentemente, nenhuma garantia pode ser dada de que um mercado de negociação líquido e ativo será mantido no futuro. Essas características podem limitar a capacidade dos detentores das ações de vendê-las ao preço e na ocasião que desejarem fazê-lo, e consequentemente, poderão vir a afetar negativamente o preço das ações.
É possível que tenhamos interesse em captar recursos no mercado de capitais, por meio de emissão de ações e/ou colocação pública ou privada de títulos conversíveis em ações. A captação de recursos adicionais por meio da emissão pública de ações, que pode não prever direito de preferência aos nossos acionistas, poderá acarretar diluição da participação acionária do investidor em nosso capital social.

A suas controladas e coligadas

A Companhia detém participação direta em sete sociedades, sendo que em cinco dessas sociedades, sua participação é de, no mínimo, 99,99% do capital social. Além disso, a Companhia detém participação indireta, por meio de suas controladas, em uma sociedade. Dessa forma, parte do seu resultado decorre do resultado dessas sociedades e, sendo assim, o resultado não satisfatório das mesmas poderá afetar negativamente o resultado da Companhia.
É possível que tenhamos interesse em captar recursos no mercado de capitais, por meio de emissão de ações e/ou colocação pública ou privada de títulos conversíveis em ações. A captação de recursos adicionais por meio da emissão pública de ações, que pode não prever direito de preferência aos nossos acionistas, poderá acarretar diluição da participação acionária do investidor em nosso capital social.

A seus fornecedores

As nossas operações de Transporte e de Serviços Logísticos podem ser afetadas em caso de paralisações significativas, greves ou redução de carga horária dos nossos prestadores de serviços, bem como em caso de aumento salarial, inclusive de terceirizados, caso não sejamos capazes de repassar tal aumento aos nossos clientes. Qualquer paralisação significativa, redução de carga horária, aumento de salário não repassado aos nossos clientes, ou outras questões envolvendo caminhoneiros ou carreteiros poderão afetar adversamente nossos negócios e nossos resultados operacionais. Adicionalmente, como parte substancial de nossas atividades é terceirizada, a descontinuidade da prestação de serviços por diversas empresas poderá afetar a qualidade e continuidade de nossos negócios. Caso qualquer dessas hipóteses ocorra, nossos resultados poderão ser impactados adversamente.

A seus clientes

No exercício social de 2014, 79% de nossa receita bruta operacional foi proveniente da prestação de serviços de logística de veículos, cujo desempenho é altamente correlacionado ao da economia nacional e internacional. Há uma forte dependência em relação ao nível de renda da população e respectiva distribuição, incidência de impostos, condições de custos de financiamento, taxas de juros, entre outros fatores. Uma retração na economia global e/ou nacional poderá afetar negativamente a demanda por veículos, causando uma diminuição da produção atual e, consequentemente, a redução na demanda por nossos serviços de transporte. Ademais, dada a concentração de mercado em um número pequeno de montadoras que representam uma parcela significativa de nossa receita, a redução na demanda por parte de qualquer delas, a rescisão de contratos, ou alterações em sua condição econômica ou financeira poderão nos afetar adversamente.
Acreditamos ser a empresa líder do mercado no segmento de logística de veículos 0 km, com uma participação de aproximadamente 29% do mercado, considerando as vendas de automóveis e veículos comerciais leves nos mercados interno e externo. Todavia, não podemos garantir de que teremos esta mesma participação no futuro.

Aos setores da economia nos quais o emissor atue

As vendas da indústria automotiva são afetadas, entre outros fatores, pela disponibilidade de crédito ao consumidor para o financiamento de veículos 0 km e pela capacidade de endividamento do consumidor final. Consequentemente, a indisponibilidade de crédito ou a diminuição da capacidade de endividamento de compradores em potencial podem causar uma redução expressiva da demanda por veículos 0 km, com impacto negativo nos nossos serviços de logística para o setor automotivo, afetando adversamente nossa condição financeira e resultados operacionais.
Competimos com outras operadoras de transporte multimodal e prestadores de serviços logísticos integrados. A competição é baseada fundamentalmente em capacidade disponível, qualidade de serviço, confiabilidade, transit time e escopo das operações. Caso não sejamos capazes de atender à demanda de serviços e preços de nossos clientes da mesma forma que nossos concorrentes, nossos resultados poderão ser adversamente afetados.
Nosso modelo de negócios é substancialmente fundamentado no transporte rodoviário e continuaremos a operar principalmente neste modal. A falta de conservação de parte significativa das rodovias brasileiras aumenta a probabilidade de ocorrência de acidentes, avarias ou perda de carga, aumentando também o transit time, bem como os custos com manutenção da frota própria. Se tais ocorrências tornarem-se recorrentes e os investimentos necessários em infraestrutura não forem realizados pelo Governo Federal ou pelas concessionárias de rodovias, conforme o caso, poderemos sofrer um aumento de nossos custos operacionais, o que poderá afetar adversamente nossos resultados operacionais e financeiros.
Nosso modelo de negócios é substancialmente fundamentado no transporte rodoviário e continuaremos a operar principalmente neste modal. Qualquer motivo que porventura obstrua a passagem dos caminhões impediria a efetivação dos principais serviços e nossos resultados poderão ser adversamente afetados.

À regulação dos setores em que o emissor atue

Estamos sujeitos a leis ambientais locais, estaduais e federais, assim como a regulamentos, autorizações e licenças que abrangem, entre outras coisas, a destinação dos resíduos e das descargas de poluentes na água e no solo, e que afetam nossas atividades. Qualquer descumprimento dessas leis, regulamentos, licenças e autorizações, ou falha na sua obtenção ou renovação, podem resultar na aplicação de penalidades civis, criminais e administrativas, tais como imposição de multas, cancelamento de licenças e revogação de autorizações, além da publicidade negativa e responsabilidade pelo saneamento ou por danos ambientais. Já incorremos e continuaremos a incorrer em dispêndios de capital e operacionais para cumprir essas leis e regulamentos. Devido à possibilidade de regulamentos ou outros eventos não previstos, especialmente considerando que as leis ambientais se tornem mais rigorosas no Brasil, o montante e prazo necessários para futuros gastos para manutenção da conformidade com os regulamentos pode aumentar e afetar de forma adversa a disponibilidade de recursos para dispêndios de capital e para outros fins. A conformidade com novas leis ou com as leis e regulamentos ambientais em vigor podem causar um aumento nos nossos custos e despesas, resultando, consequentemente, em lucros menores.
Em razão da atividade desenvolvida pela Companhia, estamos sujeitos ao cumprimento das normais regulamentares expedidas pelo(s) órgão(s) regulador(es), dentre eles, a Agência Nacional de Transportes Terrestres ANTT.
A ANTT é o órgão responsável pela regulação e fiscalização dos transportes terrestres no Brasil. Suas atribuições não se restringem à fiscalização e regulação do transporte rodoviário de cargas, compreendendo, ainda, entre outras, a implementação das políticas formuladas pelo Conselho Nacional de Integração de Políticas de Transporte e pelo Ministério dos Transportes e a regulação e fiscalização das atividades de exploração da infra-estrutura de transportes.
O marco legal da atividade de transporte rodoviário de cargas foi modificado, com a promulgação da Lei nº 11.442, de 05 de janeiro de 2007 (Lei 11.442/07), que revogou a legislação anteriormente vigente (Lei nº 6.813, de 10 de julho de 1980).
O transporte rodoviário de cargas no Brasil é uma atividade econômica praticada no regime de livre concorrência, isto é, não há necessidade de concessão, permissão ou mesmo autorização do órgão regulador, no caso a ANTT, para o exercício regular da atividade de transporte de cargas por conta de terceiros e mediante remuneração. O transportador (pessoa física ou jurídica) deve, contudo, obter o RNTRC e a AET – Autorização Especial de Trânsito, conforme adiante explicado.
A Lei 11.442/07 categoriza o transportador de cargas conforme a sua natureza jurídica, diferenciando o TAC - Transportador Autônomo de Cargas, que é a pessoa física que tenha no transporte rodoviário de cargas sua atividade profissional, da ETC - Empresa de Transporte Rodoviário de Cargas que é a pessoa jurídica constituída que tenha no transporte de cargas a sua atividade principal.
Ainda, importante ressaltar a promulgação da Lei do Motorista (lei nº 12.619/2012 alterada pela Lei nº 13.103/2015), que regulamenta o exercício da profissão de motorista profissional, conhecida como a Nova Lei dos Caminhoneiros.
Em 17/04/2015 foi publicado no DOU (Diário Oficial da União), o Decreto nº 8.433 de 16/04/2015, que regulamenta a Lei 13.103/2015, que alterou normas sobre a atividade dos motoristas profissionais.
Entre as mudanças está a isenção da cobrança de pedágio sobre os eixos suspensos. Conforme o texto, as medidas técnicas e operacionais para viabilizar a gratuidade dependem de regras que serão fixadas pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), num prazo de 180 dias, para as rodovias federais concessionadas.
Já no caso das rodovias estaduais e municipais, as regras deverão ser definidas pelos órgãos reguladores específicos. Essas regulamentações fixarão os prazos para o cumprimento das medidas pelas concessionárias de rodovias.
A lei, sancionada pela presidente Dilma Rousseff em março, prevê, também, jornada de trabalho de até 12 horas para os motoristas profissionais, sendo que duas horas são extras e mais duas horas devem ser acertadas por meio de acordo coletivo. A interjornada – período de descanso de 11 horas – pode ser fracionada. Mas todas as horas devem ser tiradas em um mesmo dia e oito devem ser consecutivas.
O tempo máximo de direção foi ampliado para até cinco horas e meia. A penalidade que poderá ser aplicada ao caminhoneiro que descumprir os períodos de repouso passa de grave para média. Permanece a retenção do veículo para cumprimento do tempo de descanso. Se o condutor for reincidente no último ano, a infração torna-se grave.
O poder público ainda tem a obrigação de publicar uma relação com locais de descanso e adotar medidas, em até cinco anos, para ampliar a disponibilidade desses pontos. Pelo regulamento publicado no DOU, caberá ao Contran (Conselho Nacional de Trânsito) regulamentar os modelos de sinalização, de orientação e de identificação dos locais de espera, de repouso e de descanso dos motoristas profissionais. Também deverá tratar sobre o uso de equipamentos para verificar se o veículo se encontra vazio e demais procedimentos para a fiscalização de trânsito.
Com relação ao transporte de produtos perigosos nas rodovias brasileiras, esta operação submete-se a regime especial de tráfego e à fiscalização da ANTT, tendo o transportador que observar, dentre outras restrições e condições, aquelas previstas na Resolução ANTT nº 420, de 12 de fevereiro de 2004 (conforme modificada posteriormente).
A legislação de transporte de produtos perigosos é extensa e detalhada, gerando diversas obrigações para o transportador, o qual está sujeito a penalidades por descumprimento de tais normas, entre as quais multas e perda do registro de transportador.
Além da regulamentação própria da ANTT, outros órgãos interferem no transporte de produtos perigosos, tais como o INMETRO, que regulamenta as especificações técnicas dos veículos transportadores de produtos perigosos, bem como o CONTRAN e o DENATRAN – Departamento Nacional de Trânsito, que regulamentam o treinamento dos condutores de tais veículos.
Nossas atividades também estão sujeitas a legislação ambiental nas esferas federal, estadual e municipal, que incluem normas relacionadas, por exemplo, a emissões atmosféricas, captação de água, descarga de efluentes, resíduos sólidos, e supressão e conservação de vegetação.
A Política Nacional do Meio Ambiente determina que o regular funcionamento de atividades consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras ou utilizadoras de recursos naturais, ou que, de qualquer forma, causem degradação do meio ambiente, está condicionado ao prévio licenciamento ambiental. Esse procedimento é necessário tanto para a instalação inicial e operação do empreendimento quanto para as ampliações nele procedidas, sendo que as licenças precisam ser renovadas periodicamente. O processo de licenciamento ambiental compreende, basicamente, a emissão de três licenças: licença prévia, licença de instalação e licença de operação.
Cada uma destas licenças é emitida conforme a fase em que se encontra a implantação do empreendimento e a manutenção de sua validade depende do cumprimento das condicionantes que forem estabelecidas pelo órgão ambiental licenciador. A ausência de licença ambiental, independentemente de a atividade estar ou não causando danos efetivos ao meio ambiente, caracteriza a prática de crime ambiental, além de sujeitar o infrator a penalidades administrativas, tais como multas que, no âmbito federal, podem chegar a R$50 milhões (aplicáveis em dobro ou no seu triplo, em caso de reincidência) e interdição de atividades.
As demoras ou indeferimentos, por parte dos órgãos ambientais licenciadores, na emissão ou renovação dessas licenças, assim como a nossa eventual impossibilidade de atender às exigências estabelecidas por tais órgãos ambientais no curso do processo de licenciamento ambiental, poderão prejudicar, ou mesmo impedir, conforme o caso, a instalação e a operação dos nossos empreendimentos.
Para os empreendimentos de impacto ambiental regional ou realizados em áreas de interesse ou domínio da União, a competência para licenciar é atribuída ao Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (IBAMA). Com exceção dos casos em que o licenciamento ambiental está sujeito à competência federal, o órgão estadual é responsável pelas análises das atividades e emissão de licenças ambientais, bem como pela imposição de condições, restrições e medidas de controle pertinentes.
O licenciamento ambiental de atividades cujos impactos ambientais são considerados significativos está sujeito ao Estudo Prévio de Impacto Ambiental e seu respectivo Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA), assim como à implementação de medidas mitigadoras e compensatórias dos impactos ambientais causados pelo empreendimento. No caso das medidas compensatórias, a legislação ambiental impõe ao empreendedor a obrigação de destinar recursos à implantação e manutenção de unidades de conservação, no montante de, pelo menos, 0,5% do custo total previsto para a implantação do empreendimento.
O Governo Federal pode intervir na economia e realizar modificações significativas em suas políticas e normas. As medidas tomadas pelo Governo Federal para controlar a inflação e/ou estimular o crescimento, frequentemente implicam em alterações nas taxas de juros, mudança das políticas fiscais, controle de preços, desvalorização cambial, controle de capital e limitação ao crédito e às importações, entre outras medidas.
Nossas atividades, situação financeira, resultados operacionais e o preço de mercado das ações poderão vir a ser prejudicados de maneira relevante por modificações nas políticas ou normas que envolvam ou afetem certos fatores, tais como:
  • taxas de juros – o aumento nas taxas de juros podem reduzir o poder de consumo dos compradores em potencial pode afetar a demanda dentro de nossos setores de atuação;
  • liquidez dos mercados de capitais e de empréstimos locais – movimentações adversas nos mercados de capitais podem afetar a capacidade de capitalização da Companhia;
  • greves de portos, alfândegas e receita federal – nossas operações demandam serviços de terceiros ligados à infraestrutura nacional, nossos resultados financeiros e operacionais podem ser afetados por tais paralizações;
  • alteração na regulamentação aplicável ao setor de transporte – pode afetar a eficiência da operação de entrega de veículos e das operações de inbound e consequentemente os resultados.

A incerteza quanto à implementação de mudanças por parte do Governo Federal nas políticas ou normas que venham a afetar esses ou outros fatores no futuro pode contribuir para a incerteza econômica no Brasil e para aumentar a volatilidade do mercado de valores mobiliários brasileiro e dos valores mobiliários emitidos no exterior por Companhias brasileiras.

Ao longo de sua história, o Brasil registrou taxas de inflação extremamente altas. Determinadas medidas adotadas no passado pelo Governo Federal para combatê-la tiveram um forte impacto negativo sobre a economia brasileira.
A economia brasileira pode ser afetada por aumento relevantes da taxa de inflação no futuro. Pressões inflacionárias podem levar à intervenção do Governo Federal na economia, incluindo a implementação de políticas governamentais que podem nos afetar adversamente. Ademais, se o Brasil experimentar altas taxas de inflação, podemos não ser capazes de reajustar os preços de nossos serviços de maneira suficiente para compensar os efeitos da inflação em nossa estrutura de custos.
As taxas de juros são utilizadas pelo Banco Central como instrumento de execução de políticas monetárias. A variação nas taxas de juros tem repercussão direta na atividade econômica de todos os setores da economia.
A variação das taxas de juros impacta diretamente nas condições do consumidor adquirir um veículo novo no Brasil, o que impactaria assim a receita proveniente da operação de Logística de Veículos. De forma paralela, a variação das taxas de juros afeta o custo de empréstimos e financiamentos e as receitas de aplicações financeiras, o que impactaria o Resultado Financeiro da Companhia.
Dada à natureza do regime de câmbio flutuante, é impossível assegurar que as taxas de câmbio do real/dólar serão mantidas nos atuais patamares. A desvalorização do real frente ao dólar e a outras moedas também poderá criar pressão inflacionária adicional no Brasil, o que poderá nos afetar adversamente reduzindo a capacidade de compra dos consumidores.
Acontecimentos adversos na economia e as condições de mercado em outros países de mercados emergentes, especialmente da América Latina, poderão influenciar o mercado em relação aos títulos e valores mobiliários emitidos por companhias brasileiras. As reações dos investidores aos acontecimentos nesses outros países podem ter um efeito adverso no valor de mercado dos títulos e valores mobiliários de emissores brasileiros. Não há garantia de que o mercado de capitais internacional permaneça aberto às companhias brasileiras ou de que os custos de financiamento nesse mercado sejam vantajosos para nós. Crises em outros países emergentes poderiam restringir o interesse dos investidores em relação aos títulos e valores mobiliários emitidos por companhias brasileiras, inclusive o nosso o que afetaria adversamente o preço de mercado de nossas Ações.

 

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