Earnings Release do 2T26

Tegma Gestão Logística SA

Divulgação de resultados – segundo trimestre e primeiro semestre de 2026

São Bernardo do Campo, 3 de agosto de 2026

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A Tegma Gestão Logística SA, uma das maiores empresas de logística do Brasil, divulga os resultados do segundo trimestre de 2026:

Disclaimer declarações prospectivas

Esta comunicação contém declarações prospectivas baseadas nas atuais expectativas e crenças da administração da Tegma. A Tegma está fornecendo informações na data desta comunicação e não assume nenhuma obrigação de atualizar quaisquer declarações prospectivas contidas neste documento como resultado de novas informações, eventos futuros ou outros.

Nenhuma declaração prospectiva pode ser garantida e os resultados reais podem diferir materialmente daqueles que projetamos.

Destaques

Aprovação de pagamento de dividendos e JCP intercalares referentes ao primeiro semestre de 2026

Em ata de reunião de Conselho de Administração de 3 de agosto de 2026, o Conselho de Administração anunciou a distribuição de R$ 75 milhões em proventos intercalares (R$ 56 milhões em dividendos e R$ 19 milhões em JCP), ou R$ 1,14 por ação, correspondente a 62% do lucro líquido do 1S26. Os proventos intercalares serão pagos aos acionistas em 18 de agosto de 2026, beneficiando os acionistas que constem da posição acionária da Companhia de 6 de agosto de 2026 (“Data de Corte”). As ações da Companhia serão negociadas “ex-dividendos e JCP” a partir de 7 de agosto de 2026, inclusive. O dividend yield dessa distribuição corresponde a 3,8% (considerando como preço base a data da deliberação).

Novo contrato de Gestão de Contêiner – Logística Integrada

A Divisão de Logística Integrada iniciou no 2T26 um novo segmento de atuação voltado para a logística de transporte e gestão de pátio de contêiner. O primeiro cliente é a BYD, e o fluxo entre o Porto de Salvador/CLIAS e a fábrica da montadora em Camaçari-BA é realizado pela Tegma com transportadores terceiros, assim como sua devolução do contêiner vazio. Essa nova vertical de negócios tem um racional estratégico de atender os clientes de forma integral, em seus diversos fluxo logísticos.

Novos investimentos em pátios

No ano de 2026, a Tegma já anunciou investimentos extras de R$ 30 milhões em novos pátios para a Logística Automotiva. Esse investimento contempla a aquisição e benfeitoria em um terreno extra em Camaçari-BA, contíguo ao terreno adquirido no ano passado ao lado da fábrica da BYD, assim como a adaptação de outros terrenos alugados para se tornarem pátios operacionais também contíguos aos mesmos. Essa demanda por novas áreas provém da curva de produção acelerada da montadora. Adicionalmente, também anunciamos um investimento em pátio na cidade de Horizonte, ao lado da fábrica da PACE (Polo Automotivo do Ceará, uma fábrica multimarcas), para fazer a gestão de pátios de veículos produzidos ali.

Operação de recebimento de dois navios com 12 mil veículos importados

Em junho de 2026, a Tegma passou por duas operações “de guerra” para receber no Porto de Itajaí-SC dois navios que, somados, traziam quase 12 mil veículos (5 mil e 7 mil). Essas operações têm sua relevância pelos números, pelos desafios e pelo esforço concentrado das equipes para escoar tantos veículos em um menor espaço de tempo. Foram operações que tiveram entre 70 e 80 horas de duração, envolveram 150 a 200 funcionários, incluindo de outras operações e entre 90 e 140 carretas terceiras e de frota própria.

Para além dos números, essas operações são um orgulho para a Tegma, pois demonstra como que as operações da divisão podem se adaptar para atender situações que fogem tanto da rotina da divisão e acima de tudo, o quanto os clientes podem confiar nas nossas equipes.

Mercado automotivo

A venda de veículos no mercado doméstico no 2T26 foi 24,4% superior na comparação anual, conforme pode ser observado na Tabela 1. Essa performance, de acordo com a ANFAVEA, foi proveniente do crescimento de veículos eletrificados e dos veículos enquadrados no programa governamental Carro Sustentável e, de acordo com a FENABRAVE, do aumento de renda da população, por aumento da concorrência e pela redução dos preços dos veículos, com diversas promoções. O programa governamental Move Brasil, que promove crédito subsidiado para motoristas de aplicativo e taxistas, começou a vigorar a partir de 19 de junho.

No Gráfico 1, é possível visualizar a tendência de crescimento das vendas mensais ao longo do 2T26, principalmente nos meses de maio e junho de 2026.

Analisando esse desempenho das top 20 montadoras, as maiores ganhadoras de market share no período foram a BYD, Geely e GWM. As maiores perdedoras foram a Fiat, Toyota e Hyundai. Os veículos eletrificados já correspondem a 20% das vendas no Brasil.

As exportações se retraíram 23,5% no 2T26 em comparação ao 2T25. Esse resultado foi justificado principalmente pela redução das vendas para a Argentina e Uruguai e da maior concorrência de montadoras chinesas na América Latina, de acordo com a ANFAVEA.

O crescimento de 12,7% na produção de veículos no 2T26 vs o 2T25 decorreu do aumento das vendas domésticas.

O aumento de 40% nas vendas de veículos importados deve-se à entrada de novas montadoras chinesas e ao avanço da eletrificação no mercado brasileiro.

Tabela 1 – Dados mercado automotivo 2T26 Var % 2T25 1S26 Var % 1S25
Venda de veículos 872,2 15,2% 757,1 1.565,1 12,5% 1.390,6
Doméstico 762,6 24,2% 613,9 1.361,5 20,2% 1.132,4
Exportação 109,6 -23,5% 143,2 203,6 -21,2% 258,2
(+) Produção de veículos 698,6 12,7% 619,6 1.299,9 10,2% 1.179,5
(+) Vendas de veículos importados 159,9 40,3% 114,0 278,1 23,4% 225,3

Fonte: ANFAVEA, Fenabrave, Veículos Leves e Comerciais Leves                                                                                                     (em mi)

Destaques operacionais – Divisão Logística Automotiva

A quantidade de veículos transportados pela Tegma no 2T26 foi de 207 mil, 21,5% superior na comparação anual, conforme mostrado na Tabela 2. Esse volume resultou em um market share de 23,8% (+1,2 p.p vs o 2T25). O crescimento da quantidade de veículos transportados no 2T26 foi impulsionado pelo aumento dos emplacamentos nacionais. O aumento de market share da Tegma reflete o desempenho dos clientes chave.

A distância média das viagens domésticas no 2T26 foi de 1.285 km, um aumento de 3,5% na comparação anual, conforme a Tabela 2. A distância média das exportações foi 8% inferior no 2T26 na comparação anual, em função da redução de viagens para o Mercosul. Como resultado, a distância média consolidada no 2T26 aumentou 7,8% na comparação anual, impulsionada principalmente pelo aumento de participação nas viagens nacionais e crescimento da distância média deste tipo de viagem.

Tabela 2 – Dados operacionais 2T26 Var % 2T25 1S26 Var % 1S25
Veículos transportados (mil) 207,2 21,5% 170,5 361,9 14,8% 315,3
Doméstico 182,5 29,3% 141,2 319,6 22,4% 261,1
Exportação 24,7 -15,8% 29,4 42,3 -21,8% 54,1
Market share % * 23,8% 1,2 p.p. 22,5% 23,1% 0,5 p.p. 22,7%
Km média por veículo (km) 1.166,3 7,8% 1.082,4 1.154,4 9,3% 1.056,3
Doméstico 1.285,0 3,5% 1.242,0 1.266,1 5,5% 1.199,9
Exportação 289,5 -8,0% 314,8 310,9 -14,4% 363,4

* Considerando o denominador as Vendas de Veículos e Comerciais Leves na página anterior.                                                     (em mil, exceto km média)

Resultados – Divisão de Logística Automotiva

A receita bruta da Divisão de Logística Automotiva no 2T26 foi de R$ 866 milhões, 39% superior na comparação anual, conforme a Tabela 3. Esse desempenho é explicado pelo aumento de 21,5% na quantidade de veículos transportados no 2T26, pelo aumento de 7,8% da distância média, pelos reajustes anuais nas tarifas de transporte e serviços logísticos. A receita da Fastline cresceu 7% no 2T26, um reflexo da demanda por transporte de veículos usados e motos.

A variação das deduções da receita bruta na comparação ano contra ano foram afetadas pela alteração na forma de recolhimento de impostos a respeito dos créditos de ICMS referente à atividade de transporte, conforme ocorre desde o 3T25. Essa alteração impactou essa linha e resultou em um recolhimento adicional de R$ 5,4 milhões no 2T26 (0,8 p.p da variação das margens).

A margem bruta da divisão no 2T26 foi de 21,3%, 0,3 p.p. superior na comparação anual, conforme a Tabela 3. Como mencionado acima, no 2T26 houve o impacto de origem tributária que onerou esse indicador em 0,8 p.p na comparação anual. Adicionalmente, vale destacar que no último trimestre, houve um descasamento do repasse do aumento do diesel entre fornecedores e clientes, o que onerou o resultado do 1T26 em R$ 2,5 milhões e que foi ressarcido, gerando um crédito do mesmo valor neste trimestre (+0,4 p.p de margem). Outros dois fatores que reduziram a margem bruta da operação foram: i) a operação de transporte fluvial no norte do país cresceu 75% no período, mas os custos de balsa cresceram mais ainda, mesmo assim gerando um crescimento de 50% do resultado nominal da operação (-0,4 p.p de margem) e ii) o deslocamento de colaboradores entre filiais do Estado de São Paulo para as de Camaçari/BA e Cariacica/ES em função do alto volume de veículos movimentado destas últimas, o que gerou um custo de adicional de deslocamento e de hora-extra de R$ 2,5 milhões (-0,4 p.p de margem).

As despesas da divisão foram impactadas por uma indenização relacionada à antiga controlada Direct Express, no montante R$ 7,2 milhões. Para mais detalhes, ver seção Reconciliação do EBITDA. Desconsiderando essa indenização, as despesas cresceram 2,4% no 2T26, menos que a inflação do período em função da redução de gastos com honorários advocatícios relacionados a projetos de M&A e a processos anticoncorrenciais.

O EBITDA ajustado da divisão no 2T26 foi de R$ 131,6 milhões, com margem de 19,0%, 1,6 p.p. superior à margem do 2T25. Esse resultado é explicado pelo crescimento da receita da companhia, aliado à estabilidade das despesas nesta comparação (não considerando o evento não recorrente), apesar do impacto negativo do recolhimento de impostos mencionado anteriormente (-0,8 p.p de margens).

O aumento 23,2% da depreciação e amortização decorre do aumento da depreciação de investimentos em pátios e de semirreboques da operação, assim como pela renovação de contratos de aluguel relevantes, que pela metodologia do IFRS-16 onera o curto prazo da contabilização.

DRE da Divisão de logística automotiva 2T26 Var % 2T25 1S26 Var % 1S25
Receita bruta 866,5 39,4% 621,4 1.465,7 31,9% 1.111,0
Deduções da receita bruta (173,6) 38,3% (125,5) (292,7) 32,7% (220,5)
Receita líquida 692,9 39,7% 495,9 1.173,0 31,7% 890,4
Custos dos serviços prestados (545,5) 39,2% (392,0) (948,0) 33,6% (709,4)
Resultado bruto 147,3 41,7% 103,9 225,0 24,3% 181,0
Margem bruta% 21,3% 0,3 p.p. 21,0% 19,2% -1,1 p.p. 20,3%
Despesas (36,3) 27,7% (28,4) (60,9) 9,3% (55,7)
Resultado operacional/EBIT 111,1 47,0% 75,6 164,2 31,0% 125,3
Margem Operacional% 16,0% 0,8 p.p. 15,2% 14,0% -0,1 p.p. 14,1%
(-) Depreciação e amortização (13,3) 23,2% (10,8) (25,8) 19,7% (21,5)
EBITDA 124,4 44,0% 86,3 189,9 29,3% 146,9
(+) Não recorrentes¹ 7,2 7,2
EBITDA ajustado¹ 131,6 52,4% 86,3 197,1 34,2% 146,9
Margem EBITDA Ajustada¹ % 19,0% 1,6 p.p. 17,4% 16,8% 0,3 p.p. 16,5%

Resultados – Divisão de Logística Integrada

A receita bruta da Divisão de Logística Integrada no 2T26 foi R$ 58 milhões, 7% superior na comparação anual, apesar da perda de contrato de transporte inbound na operação de Logística de Granéis em junho de 2025. Essa perda foi mitigada pelo início de um novo contrato de transporte de contêiner para montadora de veículos no estado da Bahia (+R$ 6 milhões) e pelo crescimento da divisão de gestão de embalagens.

A queda de 5,5 p.p da margem bruta da divisão no 2T26 na comparação anual é explicada pela alteração na apuração dos créditos de ICMS referente à atividade de transporte, que aumentou o recolhimento desse imposto em aproximadamente R$ 0,6 milhão (1,3 p.p. da margem bruta) e do aumento do preço do diesel, que foi repassado na integralidade aos transportadores e parcialmente aos clientes.

A redução de 4 p.p da margem EBITDA da Divisão de Logística Integrada no 2T26 na comparação anual decorre da redução da margem bruta no período, amenizada pela redução das despesas da divisão no período.

DRE da Divisão de logística integrada 2T26 Var % 2T25 1S26 Var % 1S25
Receita bruta 58,3 7,4% 54,2 109,1 -0,7% 109,8
Logística industrial 58,3 7,4% 54,2 109,1 -0,7% 109,8
Deduções da receita bruta (11,0) 14,7% (9,6) (20,6) 6,5% (19,4)
Receita líquida 47,2 5,8% 44,6 88,4 -2,3% 90,5
Custos dos serviços prestados (42,0) 12,8% (37,2) (76,9) 1,5% (75,8)
Resultado bruto 5,2 -29,3% 7,4 11,5 -21,8% 14,7
Margem bruta% 11,1% -5,5 p.p. 16,6% 13,0% -3,2 p.p. 16,2%
Despesas (2,5) -25,9% (3,3) (4,3) -34,6% (6,5)
Resultado operacional/EBIT 2,8 -32,0% 4,1 7,2 -11,6% 8,2
(-) Depreciação e amortização (4,2) -2,4% (4,3) (8,4) -2,1% (8,6)
EBITDA 6,9 -16,9% 8,4 15,6 -6,7% 16,7
Margem EBITDA % 14,7% -4,0 p.p. 18,7% 17,7% -0,8 p.p. 18,5%

Resultados – Consolidado

O crescimento das receitas consolidadas da companhia no 2T26 foi impulsionado pelo aumento da quantidade de veículos transportados e da distância média, assim como os reajustes de preços na Divisão de Logística Automotiva. A Divisão de Logística Integrada contribuiu positivamente com a receita com um nova atividade de gestão logística de contêiner.

A estabilidade da margem bruta no 2T26 em 20,6%, decorreu da alteração do recolhimento de créditos de ICMS referente à atividade de transporte, que impactou negativamente em 0,7 p.p (-R$ 6,1 milhões), pela descontinuação de um importante contrato de logística de químicos e por questões operacionais da logística automotiva relacionadas ao forte crescimento da operação.

O crescimento de 22,1% das despesas no 2T26 foram decorrentes principalmente de indenização relacionada à antiga controlada Direct Express, no montante R$ 7,2 milhões¹. Desconsiderando essa indenização, as despesas caíram 0,6%, em função da redução de gastos com honorários advocatícios relacionados a projetos de M&A e a processos anticoncorrenciais.

O aumento de 46% do EBITDA ajustado¹ do 2T26 se refletiu em um aumento de 1,2 p.p da margem EBITDA ajustada (18,7%), devido principalmente ao crescimento da receita da logística automotiva e à estabilidade das despesas, desconsiderando a indenização de R$ 7,2 milhões.

DRE Consolidado 2T26 Var % 2T25 1S26 Var % 1S25
Receita bruta 924,7 36,9% 675,7 1.574,8 29,0% 1.220,8
Deduções da receita bruta (184,6) 36,6% (135,1) (313,4) 30,6% (239,9)
Receita líquida 740,1 36,9% 540,5 1.261,4 28,6% 980,9
Custos dos serviços prestados (587,5) 36,9% (429,2) (1.024,9) 30,5% (785,2)
Resultado bruto 152,6 37,0% 111,4 236,5 20,9% 195,7
Margem bruta% 20,6% 20,6% 18,7% -1,2 p.p. 19,9%
Despesas (38,7) 22,1% (31,7) (65,1) 4,7% (62,2)
Resultado operacional/EBIT 113,9 43,0% 79,6 171,4 28,4% 133,5
Margem Operacional% 15,4% 0,6 p.p. 14,7% 13,6% 13,6%
(-) Depreciação e amortização (17,5) 15,9% (15,1) (34,2) 13,5% (30,1)
EBITDA 131,3 38,7% 94,7 205,5 25,6% 163,6
(+) Não recorrentes¹ 7,2 7,2
EBITDA Ajustado¹ 138,5 46,3% 94,7 212,8 30,0% 163,6
Margem EBITDA Ajustado¹% 18,7% 1,2 p.p. 17,5% 16,9% 0,2 p.p. 16,7%

A redução de 79% do resultado proveniente de dívidas e de aplicações financeiras no 2T26, conforme demonstrado na Tabela 6, decorre da redução da posição de caixa da companhia, após o pagamento de dividendos extraordinários em dezembro de 2025, além do aumento do endividamento bruto após a contratação de R$ 55 milhões em novos financiamentos nos últimos 12 meses. Os juros sobre arrendamento apresentaram redução de 12% no 2T26 na comparação anual, em função da diminuição de juros decorrente do prazo de contratos, de acordo com a norma contábil IFRS-16.

Tabela 6 – Resultado financeiro 2T26 Var % 2T25 1S26 Var % 1S25
Receita de aplicações financeiras 6,1 -44,5% 11,0 12,8 -36,5% 20,2
Despesa de juros (4,7) 15,5% (4,0) (9,3) 23,2% (7,6)
Resultado proveniente de dívidas e aplicações financeiras 1,4 -79,2% 7,0 3,5 -72,1% 12,7
Juros sobre arrendamento (2,6) -12,1% (2,9) (4,9) -19,2% (6,1)
Outras despesas e receitas financeiras (0,2) -75,1% (0,8) (1,1) 10,5% (1,0)
Resultado financeiro (1,3) 3,3 (2,5) 5,6

A equivalência patrimonial, conforme indicado na Tabela 9, foi positiva em R$ 5,7 milhões no 2T26. Esse resultado é explicado principalmente pelos lucros da Joint Venture GDL, conforme demonstrado na Tabela 7, que exibe 100% do seu resultado.

A redução de 13% da receita líquida decorre principalmente da mudança do perfil das operações logísticas dos veículos importados através do Estado do Espírito Santo em especial, devido (i) à utilização da liberação aduaneira dos veículos sobre águas e consequente remoção para pátios não alfandegados (maior oferta de espaço e menor tarifa), (ii) à chegada de maior volume de veículos em navios ro-ro ao invés de armazenados em racks, que implicam em menor receita de serviços agregados, (iii) à utilização da DUIMP (Declaração Única de Importação), documento eletrônico da SRF que reduz a necessidade de armazenagem em zonas secundárias, caso da GDL e, por fim, (iv) à variação cambial desfavorável às receitas de armazenagem alfandegada.

Com relação às margens, além da menor diluição custos em função da queda das receitas, sua retração se deveu a maiores custos operacionais, tais como o valor do aluguel de pátios, na comparação anual, mantidos sob locação, visando o atendimento da demanda em períodos de “picos de estoque”. Tais áreas serão desmobilizadas à medida que o estoque de veículos se reduza.

Tabela 7 – Resultado GDL (100%) 2T26 Var % 2T25 1S26 Var % 1S25
Receita líquida 68 -13% 79 122 -16% 146
Lucro oper/EBIT 18 -39% 29 23 -55% 51
Mg oper/EBIT % 26% -11 p.p. 37% 19% -16 p.p. 35%
Lucro líquido 12 -38% 19 15 -54% 32
Margem líquida % 17% -7 p.p. 24% 12% -10 p.p. 22%

Conforme demonstrado na Tabela 8, a alíquota efetiva de imposto de renda do 2T26 foi de 30%. O principal fator que reduziu a alíquota efetiva em comparação com a alíquota nominal de 34%, foram a equivalência patrimonial do período e a exclusão do crédito outorgado de ICMS da base de apuração do imposto. Já quando se considera a variação em relação a alíquota efetiva do 2T25, o aumento de 2,9 p.p. foi decorrente da redução da equivalência patrimonial no período e da não distribuição de Juros sobre capital próprio em abril/26, em função do dividendo extraordinário em dezembro de 2025.

Tabela 8 – Alíquota de IR e CSLL 2T26 Var % 2T25 1S26 Var % 1S25
Resultado antes do IR e CSLL 118,2 28,7% 91,8 176,0 14,0% 154,4
Alíquota nominal -34% -34% -34% -34%
IR e CSLL pela alíquota nominal (40,2) 28,7% (31,2) (59,9) 14,0% (52,5)
(-) Juros sobre capital próprio 3,4 3,4
(-) Equivalência Patrimonial 1,9 -36,4% 3,0 2,4 -53,3% 5,2
(-) Subvenções para Investimentos 2,9 2,9
(-) Outros 0,3 179,2% 0,1 0,4 -5,8% 0,4
Imposto de renda e contribuição social (35,1) 42,0% (24,7) (54,1) 24,4% (43,5)
Alíquota Efetiva -29,7% -2,8 p.p. -26,9% -30,8% -2,6 p.p. -28,2%

O lucro líquido do 2T26, conforme demonstrado na Tabela 9, foi de R$ 83 milhões, 24% superior na comparação anual, com uma margem líquida de 11,2%, 1,2 p.p. inferior ao 2T25. A redução da margem líquida ocorreu em função da indenização relacionada à antiga controlada Direct Express, no montante R$ 7,2 milhões (R$ 4,8 milhões líquido de IR), da redução da equivalência patrimonial, da reversão do resultado financeiro líquido de positivo para negativo, em função de uma maior alavancagem, assim como pelo aumento da alíquota de IR e CSLL.

Tabela 9 – Resultado Consolidado 2T26 Var % 2T25 1S26 Var % 1S25
Resultado operacional/EBIT 113,9 43,0% 79,6 171,4 28,4% 133,5
Equivalência Patrimonial 5,7 -36,3% 8,9 7,1 -53,3% 15,2
Resultado financeiro (1,3) 3,3 (2,5) 5,6
Resultado antes do IR e CSLL 118,2 28,7% 91,8 176,0 14,0% 154,4
Imposto de renda e contribuição social (35,1) 42,0% (24,7) (54,1) 24,4% (43,5)
Lucro líquido 83,1 23,8% 67,1 121,9 10,0% 110,9
Margem líquida % 11,2% -1,2 p.p. 12,4% 9,7% -1,6 p.p. 11,3%

Fluxo de caixa

O caixa líquido proveniente das atividades operacionais no 2T26 foi positivo em R$ 22 milhões, conforme Tabela 11, inferior ao do 2T25, devido principalmente ao crescimento acelerado da receita na comparação com o 2T25 (+37%) e o esperado consumo de capital de giro. O ciclo de caixa no 2T26 aumentou um dia para 39 dias (vs 2T25) como se pode observar no Gráfico 9.

O caixa líquido proveniente das atividades de investimentos no 2T26 foi negativo em R$ 14 milhões, devido principalmente ao CAPEX “caixa” do mesmo valor.

Em relação ao CAPEX, conforme mostrado na Tabela 10 à direita, o montante investido no 2T26 foi de R$ 14,7 milhões. Os investimentos mais relevantes foram: i) benfeitorias em pátios localizados em Serra/ES e Camaçari/BA, no valor de R$ 2,1 milhões e ii) aquisição de novo terreno em Camaçari, no montante de R$ 4,1 milhões; iii) aquisição de cavalos mecânicos para operação de logística de veículos usados, no montante de R$ 1,7 milhão.

Tabela 10 – CAPEX Consolidado 2T26 2T25 1S26 1S25
Manutenção & Benfeitorias gerais 6,5 6,3 13,0 10,4
Aquisição de equipamentos logísticos 1,9 2,5 2,2 2,5
TI 2,2 2,6 6,3 8,4
Terrenos 4,1 5,6
Total 14,7 11,4 27,0 21,4

O caixa líquido proveniente das atividades de financiamento no 2T26 foi R$ 4,3 milhões positivos, devido captação de novos financiamentos, líquido de amortizações, no montante de R$ 13,7 milhões e aos juros sobre arrendamentos, nos termos do IFRS-16, que totalizaram R$ 9,4 milhões.

Tabela 11 – Fluxo de Caixa Consolidado 2T26 2T25 1S26 1S25
A – Caixa inicial 184,2 339,2 113,9 241,3
1 – Caixa líquido proveniente das atividades operacionais 22,3 59,6 122,8 169,8
2 – Caixa líquido proveniente das atividades de investimentos (14,0) (3,9) (34,5) (14,4)
3 – Caixa líquido proveniente das atividades de financiamento 4,3 (47,7) (5,2) (49,6)
(=) Caixa final (A + 1 + 2 + 3) 196,9 347,2 196,9 347,2
4 – CAPEX “caixa” (14,1) (10,3) (34,8) (20,8)
5 – Pagamento de arrendamento mercantil (9,4) (7,7) (17,9) (15,1)
(=) Fluxo de caixa livre (1 + 4 + 5) (1,2) 41,5 70,1 134,0

Endividamento e caixa

O caixa líquido em junho de 2026 foi de R$ 56 milhões (R$ 141 milhões dívida e R$ 196 milhões de caixa), uma redução vs a posição de março de 2026 (R$ 59 milhões), em função principalmente do fluxo de caixa livre negativo registrado no 2T26. No 2T26 a Tegma contratou R$ 15 milhões em financiamento de equipamentos de transporte pela Linha Renova Frota do BNDES, com um prazo de 5 anos e um custo de CDI menos 2,2%.

O índice dívida líquida / EBITDA LTM não pôde ser aplicado, visto que a Companhia apresentou caixa líquido. O cálculo do índice de cobertura (que equivale a EBITDA LTM sobre resultado financeiro LTM) do 2T26 não é aplicável em função de nos últimos 12 meses o resultado financeiro da empresa ser positivo. Os covenants da Companhia são <2,5x e >1,5x, respectivamente.

O custo médio total da dívida bruta da Companhia em Junho de 2026 foi de CDI +0,94%, 0,4 p.p menor vs março de 2026, em função da contratação do financiamento acima mencionado com custo de spread negativo. Em março de 2026, a Fitch reafirmou o Rating da Tegma em A (Bra), com perspectiva estável.

Tabela 12 – Endividamento (consolidado) jun-25 mar-26 jun-26
Dívida circulante 30,0 30,4 34,9
Dívida não circulante 81,2 94,8 106,1
Dívida bruta 111,2 125,2 141,0
(-) Caixa 0,8 0,4 1,1
(-) Aplicações financeiras 346,3 183,7 195,8
Dívida (caixa) líquida(o) (235,9) (59,0) (55,9)
EBITDA (últimos 12 meses) 415,2 367,1 410,9
Dívida líquida / EBITDA (últimos 12 meses) N/A N/A N/A
Resultado financeiro (últimos 12 meses) 8,3 8,0 3,4
EBITDA (últimos 12 meses) / Resultado financeiro (12 meses) N/A N/A N/A

Retorno sobre o Capital Investido e Valor Econômico Adicionado

Disclaimer: ROIC e EVA não devem ser considerados substitutos de outras medidas contábeis de acordo com o IFRS e podem não ser comparáveis a medidas similares usadas por outras empresas

O ROIC do 2T26 foi de 31,8%, conforme gráfico 12, 1,9 p.p. superior ao ROIC do 1T26, em função do crescimento do resultado operacional que seguiu o crescimento das vendas de veículos e a melhora de margens, enquanto houve um aumento menor no capital empregado, em função da aquisição de pátios e renovação de frotas.

O EVA do 2T26, conforme mostrado no gráfico 13, considerando um WACC entre 12% e 17% (faixa histórica adotada por analistas sell-side), situou-se entre R$ 109 milhões e R$ 144 milhões — uma melhora em relação aos R$ 88 milhões a R$ 121 milhões do 1º trimestre de 2026, decorrente basicamente das mesmas razões explicadas anteriormente que levaram à recuperação do ROIC para 31,8% no 2º trimestre de 2026.

Todas as operações atuais e prospectivas da Tegma passam por uma avaliação utilizando o EVA como critério de geração de valor e de viabilidade.