Divulgação de Resultados do 1T26
Tegma Gestão Logística SA
Divulgação de resultados – primeiro trimestre de 2026
São Bernardo do Campo, 4 de maio de 2026
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A Tegma Gestão Logística SA, uma das maiores empresas de logística do Brasil, divulga os resultados do primeiro trimestre de 2026:
Disclaimer declarações prospectivas
Esta comunicação contém declarações prospectivas baseadas nas atuais expectativas e crenças da administração da Tegma. A Tegma está fornecendo informações na data desta comunicação e não assume nenhuma obrigação de atualizar quaisquer declarações prospectivas contidas neste documento como resultado de novas informações, eventos futuros ou outros.
Nenhuma declaração prospectiva pode ser garantida e os resultados reais podem diferir materialmente daqueles que projetamos.
Destaques
Inclusão da Tegma no Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3 (ISE B3)
A Tegma orgulhosamente informa que foi incluída, pela primeira vez, na carteira do ISE B3, composta por empresas reconhecidas pelo seu comprometimento com os três pilares do ASG (Ambiental, Social e Governança). Esse resultado demonstra o compromisso da empresa com o crescimento sustentável, investindo em estratégias concretas que aumentam a eficiência ao mesmo tempo que reduzem o impacto ambiental, junto com a construção de uma governança cada vez mais robusta e promoção de um ambiente de trabalho positivo. A Tegma segue avançando nessa agenda, com ações cada vez mais sólidas para uma economia mais sustentável.
A vigência dessa carteira tem início no dia 04/05/2026 e sua composição está disponível clicando aqui.
Mercado automotivo
A venda de veículos no mercado doméstico no 1T26 foi 15,5% superior na comparação anual, conforme pode ser observado na Tabela 1. Essa performance decorre de condições promocionais oferecidas pelas montadoras e concessionárias, do aumento do financiamento automotivo, que atingiu seu maior para o período desde 2008, e da manutenção do baixo índice de desemprego e aumento da confiança do consumidor, segundo o FGV IBRE.
Os índices de inadimplência apresentaram aumento, principalmente para pessoas físicas. No Gráfico 1, é possível visualizar a tendência de crescimento das vendas mensais ao longo do 1T26, principalmente no mês de março de 2026.
Vale destacar que após a Toyota ter sido muito impactada no 4T25 em função do evento climático extremo em sua fábrica de motores em Porto Feliz/SP, ela recuperou sua capacidade produtiva. No entanto, apesar de em março/26 ela já ter vendido a mesma quantidade de setembro/25 (pré-evento), a montadora ainda não recuperou sua posição no ranking de vendas nacional. Da mesma forma, a General Motors, que costumava ter entre 13-15% de market share, está há quase um ano em um patamar de 10%. Por outro lado, vale o destaque positivo para a Volkswagen, que tem sustentado um market share resiliente entre 16-18%, resistindo às entrantes chinesas que vêm ganhando participação de forma muito rápida, como a BYD (+74% no 1T26 YoY) e GWM (+142% no 1T26 YoY), que juntas com outras entrantes, já somam quase 15% do licenciamento nacional.
As exportações se retraíram 18,3% no 1T26 em comparação ao 1T25. Esse resultado foi justificado principalmente pela desaceleração das vendas na Argentina, as quais caíram aproximadamente 28% no período, de acordo com a ANFAVEA.
O crescimento de 7,4% na produção de veículos no 1T26 vs o 1T25 decorreu do aumento das vendas domésticas.
| Var % vs | |||
| Tabela 1 – Dados mercado automotivo | 1T26 | 1T25 | 1T25 |
| Venda de veículos e comerciais leves | 692,9 | 9,4% | 633,5 |
| Doméstico | 598,8 | 15,5% | 518,5 |
| Exportação | 94,0 | -18,3% | 115,0 |
| (+) Produção de veículos e comerciais leves | 601,3 | 7,4% | 559,9 |
| (+) Vendas de veículos e comerciais leves importados | 118,2 | 6,2% | 111,3 |
Fonte: ANFAVEA, Fenabrave (em mi)
Destaques operacionais – Divisão Logística Automotiva
A quantidade de veículos transportados pela Tegma no 1T26 foi de 155 mil, 6,9% superior na comparação anual, conforme mostrado na Tabela 2. Esse volume resultou em um market share de 22,3% (-0,5 p.p vs o 1T25). O crescimento da quantidade de veículos transportados no 1T26 foi impulsionado pelo aumento dos emplacamentos nacionais. No entanto, a perda de market share é explicada pela perda de participação de mercado de clientes relevantes, conforme explicado na seção anterior.
A distância média das viagens domésticas no 1T26 foi de 1.241 km, um aumento de 7,9% na comparação anual, conforme a Tabela 2. A distância média das exportações foi 19% inferior no 1T26 na comparação anual. Como resultado, a distância média consolidada no 1T26 aumentou 11,0% na comparação anual, impulsionada principalmente pelo aumento de participação nas viagens nacionais e crescimento da distância média deste tipo de viagem.
| Var % vs | |||
| Tabela 2 – Dados operacionais | 1T26 | 1T25 | 1T25 |
| Veículos transportados (mil) | 154,7 | 6,9% | 144,8 |
| Doméstico | 137,1 | 14,3% | 120,0 |
| Exportação | 17,6 | -28,9% | 24,8 |
| Market share % * | 22,3% | -0,5 p.p. | 22,8% |
| Km média por veículo (km) | 1.138,5 | 11,0% | 1.025,5 |
| Doméstico | 1.241,0 | 7,9% | 1.150,4 |
| Exportação | 341,0 | -19,0% | 421,0 |
* Considerando o denominador as Vendas de Veículos e Comerciais Leves na página anterior. (em mil, exceto km média)
Resultados – Divisão de Logística Automotiva
A receita bruta da Divisão de Logística Automotiva no 1T26 foi de R$ 599,2 milhões, 22,4% superior na comparação anual, conforme a Tabela 3. Esse desempenho é explicado pelo aumento de 6,9% na quantidade de veículos transportados no 1T26, pelos reajustes anuais nas tarifas de transporte e serviços logísticos e pelo aumento de 11% na distância média das viagens. A Fastline, responsável pela logística de veículos emplacados e motos, apresentou aumento de faturamento 59% no trimestre.
As deduções da receita bruta cresceram no 1T26 em 25,4%, portanto acima da variação do faturamento, em função da alteração na forma de recolhimento de impostos a respeito dos créditos de ICMS referente à atividade de transporte, conforme ocorre desde o 3T25. Essa alteração impactou essa linha e resultou em um recolhimento adicional de R$ 3,9 milhões no 1T26 (0,7 p.p da variação da margem bruta ou EBITDA).
A margem bruta da divisão no 1T26 foi de 16,2%, 3,4 p.p. inferior na comparação anual, conforme a Tabela 3. Conforme mencionado acima, houve o impacto de origem tributária que onerou esse indicador em 0,7 p.p., além disso houve o aumento de 26,8% dos custos dos serviços prestados, aumento acima do crescimento da receita. Um dos principais fatores que justificam esse descasamento entre receita e custos foi a redução acentuada dos serviços de Gerenciamento de Pátios em comparação com o mesmo período do ano anterior. No 1T25 pôde-se observar uma demanda extra por parte de clientes em função de excesso de estoque e que não se repetiu nesse trimestre. Adicionalmente, nessa mesma operação, a divisão teve que carregar nesse trimestre a ociosidade de áreas alugadas que planeja-se que sejam utilizadas para acomodar veículos importados no segundo e no terceiro trimestres de 2026. Esses impactos contribuíram com a redução de R$ 7 milhões (-1,5 p.p. da margem).
Outro impacto foi o aumento do diesel em função do cenário geopolítico internacional. Esse aumento repentino e acentuado gerou uma demanda de ressarcimento pelos transportadores. Esse ressarcimento foi neutro para os resultados nos casos de clientes que formalizaram o reajuste até 31 de março. No caso dos que, àquela época, ainda não haviam formalizado o reajuste, esse ressarcimento onerou os resultados do 1T26 em R$ 2,5 milhões (-0,5 p.p da margem). Por fim, observou-se picos de movimentação de veículos na região norte, o que demandou custos adicionais de transporte fluvial (-0,6 p.p. da margem).
O EBITDA da divisão no 1T26 foi de R$ 65,6 milhões, com margem de 13,7%, 1,7 p.p. inferior à margem ao 1T25. Esse resultado está atrelado à redução da margem bruta, conforme explicado acima, enquanto houve melhora nas despesas, a qual será comentada na seção dos resultados consolidados abaixo.
| Tabela 3 | Var % vs | ||
| DRE da Divisão de logística automotiva | 1T26 | 1T25 | 1T25 |
| Receita bruta | 599,2 | 22,4% | 489,5 |
| Deduções da receita bruta | (119,1) | 25,4% | (95,0) |
| Receita líquida | 480,1 | 21,7% | 394,5 |
| Custos dos serviços prestados | (402,4) | 26,8% | (317,5) |
| Resultado bruto | 77,7 | 0,8% | 77,1 |
| Margem bruta% | 16,2% | -3,4 p.p. | 19,5% |
| Despesas | (24,6) | -9,8% | (27,3) |
| Resultado operacional/EBIT | 53,1 | 6,6% | 49,8 |
| (-) Depreciação e amortização | (12,5) | 16,2% | (10,7) |
| EBITDA | 65,6 | 8,3% | 60,5 |
| Margem EBITDA % | 13,7% | -1,7 p.p. | 15,3% |
Resultados – Divisão de Logística Integrada
A receita bruta da Divisão de Logística Integrada no 1T26 foi R$ 50,8 milhões, 8,6% inferior na comparação anual, decorrente da perda de contrato de transporte inbound na operação de Logística de Granéis ao longo de 2025, conforme divulgado no 2T25. Essa perda foi mitigada por novos clientes e pelo aumento de volumes de clientes recorrentes tanto da divisão de granéis quanto da divisão de embalagens.
A margem bruta da divisão no 1T26 foi de 15,1%, 0,7 p.p. inferior na comparação anual, impactada pela menor diluição de custos fixos devido à perda de receita mencionada acima e pela alteração a respeito dos créditos de ICMS referente à atividade de transporte, que aumentou o recolhimento desse imposto em aproximadamente R$ 0,7 milhão (0,9 p.p. da margem bruta). Apesar disso, houve um ganho no volume da operação de logísticas de embalagens, que contribuiu positivamente com a variação do indicador no período.
A margem EBITDA da Divisão de Logística Integrada foi de 21,1% no 1T26, 2,8 p.p. superior na comparação anual. Esse desempenho reflete principalmente a queda das despesas rateadas para a divisão, como explicado na seção de resultados consolidados, bem como receitas não recorrentes (venda de equipamentos e reversão de provisão de participação nos lucros).
| Tabela 4 | Var % vs | ||
| DRE da Divisão de logística integrada | 1T26 | 1T25 | 1T25 |
| Receita bruta | 50,8 | -8,6% | 55,6 |
| Logística industrial | 50,8 | -8,6% | 55,6 |
| Deduções da receita bruta | (9,6) | -1,6% | (9,8) |
| Receita líquida | 41,2 | -10,1% | 45,8 |
| Custos dos serviços prestados | (34,9) | -9,4% | (38,6) |
| Resultado bruto | 6,2 | -14,1% | 7,3 |
| Margem bruta% | 15,1% | -0,7 p.p. | 15,8% |
| Despesas | (1,8) | -43,6% | (3,2) |
| Resultado operacional/EBIT | 4,4 | 9,0% | 4,1 |
| (-) Depreciação e amortização | (4,2) | -1,8% | (4,3) |
| EBITDA | 8,7 | 3,4% | 8,4 |
| Margem EBITDA % | 21,1% | 2,8 p.p. | 18,3% |
Resultados – Consolidado
O crescimento das receitas consolidadas da companhia no 1T26 foi impulsionado pelo aumento da quantidade de veículos transportados e da distância média, assim como os reajustes de preços na Divisão de Logística Automotiva. Também se destaca o importante crescimento de receitas da Fastline, de 59%.
A margem bruta consolidada no 1T26 foi de 16,1%, uma retração de 3,1 p.p. na comparação anual. Essa redução ocorreu principalmente em função da queda acentuada dos serviços de pátios, do descasamento do ressarcimento de pelo aumento do preço do diesel a fornecedores/clientes e da alteração do recolhimento de créditos de ICMS referente à atividade de transporte.
As despesas no 1T26 foram de R$ 26,4 milhões, 13,4% inferiores na comparação anual. Essa redução é proveniente sobretudo da diminuição dos gastos com honorários advocatícios e consultorias de M&A (R$ 2,2 milhões) e do recebimento de valor (R$ 2,5 milhões) referente ao direito de administração da folha de pagamento dos colaboradores por uma das instituições financeiras parceiras, um efeito não recorrente que impactou positivamente esse indicador. Desconsiderando esses itens, pode-se observar uma quase estabilidade das despesas no período (+2%).
O EBITDA do 1T26 foi de R$ 74,2 milhões, uma margem de 14,2%, 1,4 p.p. inferior na comparação anual. Essa retração ocorreu devido principalmente à redução da margem EBITDA da Divisão de Logística Automotiva, que foi impactada pela redução acentuada do faturamento da operação de Gestão de Pátios, pelo descasamento do repasse do aumento do diesel para fornecedores/clientes e por questões tributárias.
| Tabela 5 | Var % vs | ||
| DRE Consolidado | 1T26 | 1T25 | 1T25 |
| Receita bruta | 650,0 | 19,2% | 545,1 |
| Deduções da receita bruta | (128,8) | 22,9% | (104,8) |
| Receita líquida | 521,3 | 18,4% | 440,4 |
| Custos dos serviços prestados | (437,4) | 22,8% | (356,0) |
| Resultado bruto | 83,9 | -0,5% | 84,3 |
| Margem bruta% | 16,1% | -3,1 p.p. | 19,2% |
| Despesas | (26,4) | -13,4% | (30,5) |
| Resultado operacional/EBIT | 57,5 | 6,8% | 53,9 |
| (-) Depreciação e amortização | (16,7) | 11,1% | (15,0) |
| EBITDA | 74,2 | 7,7% | 68,9 |
| Margem EBITDA % | 14,2% | -1,4 p.p. | 15,6% |
A redução de 83,6% do resultado proveniente de dívidas e de aplicações financeiras no 1T26, conforme demonstrado na Tabela 6, decorre da redução posição de caixa da companhia, após o pagamento de dividendos extraordinários em dezembro de 2025, além do aumento do endividamento bruto após a contratação de R$ 40 milhões em novos financiamentos. Os juros sobre arrendamento apresentaram redução de 61,9% no 1T26 na comparação anual, em função da diminuição de juros decorrente do prazo de contratos, de acordo com a norma contábil IFRS-16.
| Var % vs | |||
| Tabela 6 – Resultado financeiro | 1T26 | 1T25 | 1T25 |
| Receita de aplicações financeiras | 6,7 | -66,7% | 20,2 |
| Despesa de juros | (4,7) | -38,6% | (7,6) |
| Resultado proveniente de dívidas e aplicações financeiras | 2,1 | -83,6% | 12,7 |
| Juros sobre arrendamento | (2,3) | -61,9% | (6,1) |
| Outras despesas e receitas financeiras | (0,9) | -9,1% | (1,0) |
| Resultado financeiro | (1,1) | – | 5,6 |
A equivalência patrimonial , conforme indicado na Tabela 9, foi positiva em R$ 1,4 milhão no 1T26. Esse resultado é explicado principalmente pelos lucros da Joint Venture GDL, conforme demonstrado na Tabela 7, que exibe 100% do seu resultado. A redução de 21% da receita líquida no 1T26 decorre principalmente: i) redução do volume de partes e peças armazenados nos centros de distribuição; ii) redução da quantidade de veículos armazenados e movimentados; iii) redução da receita na atividade de armazenagem alfandegada proveniente da valorização cambial.
A retração das margens operacional e líquida na comparação anual foi decorrente do custo de aluguel de pátios alugados desde 2025 para atender o alto volume de importação de veículos esperado até o final de junho de 2026 (data do próximo aumento do imposto de importação de veículos eletrificados no Brasil).
| Tabela 7 | Var % vs | ||
| Resultado GDL (100%) | 1T26 | 1T25 | 1T25 |
| Receita líquida | 53 | -21% | 67 |
| Lucro oper/EBIT | 5 | -76% | 21 |
| Mg oper/EBIT % | 10% | -22 p.p. | 32% |
| Lucro líquido | 3 | -77% | 13 |
| Margem líquida % | 6% | -14 p.p. | 20% |
Conforme demonstrado na Tabela 8, a alíquota efetiva de imposto de renda do 1T26 foi de 32,9%. O principal fator que reduziu a alíquota efetiva em comparação com a alíquota nominal de 34%, foi a equivalência patrimonial do período. Já quando se considera a variação em relação a alíquota efetiva do 1T25, o aumento de 2,9 p.p. foi decorrente a redução da equivalência patrimonial no período.
| Var % vs | |||
| Tabela 8 – Alíquota de IR e CSLL | 1T26 | 1T25 | 1T25 |
| Resultado antes do IR e CSLL | 57,8 | -7,5% | 62,5 |
| Alíquota nominal | -34% | – | -34% |
| IR e CSLL pela alíquota nominal | (19,7) | -7,5% | (21,3) |
| (-) Equivalência Patrimonial | 0,5 | -77,3% | 2,1 |
| (-) Outros | 0,1 | -59,3% | 0,3 |
| Imposto de renda e contribuição social | (19,0) | 1,4% | (18,8) |
| Alíquota Efetiva | -32,9% | -2,9 p.p. | -30,0% |
O lucro líquido do 1T26, conforme demonstrado na Tabela 9, foi de R$ 38,8 milhões, 11,3% inferior na comparação anual, com uma margem líquida de 7,4%, 2,5 p.p. inferior ao 1T25. Esta redução da margem líquida ocorreu em função, conforme já explicado, da redução da margem operacional, da equivalência patrimonial e da reversão do resultado financeiro para negativo, assim como pelo aumento da alíquota de IR s CSLL.
| Var % vs | |||
| Tabela 9 – Resultado Consolidado | 1T26 | 1T25 | 1T25 |
| Resultado operacional/EBIT | 57,5 | 6,8% | 53,9 |
| Equivalência Patrimonial | 1,4 | -77,3% | 6,3 |
| Resultado financeiro | (1,1) | – | 2,4 |
| Resultado antes do IR e CSLL | 57,8 | -7,5% | 62,5 |
| Imposto de renda e contribuição social | (19,0) | 1,4% | (18,8) |
| Lucro líquido | 38,8 | -11,3% | 43,7 |
| Margem líquida % | 7,4% | -2,5 p.p. | 9,9% |
Fluxo de caixa
O caixa líquido proveniente das atividades operacionais no 1T26 foi positivo em R$ 100,4 milhões, conforme Tabela 11, inferior ao 1T25, devido à menor liberação de capital de giro e ao resultado líquido inferior da Companhia no período.
O caixa líquido proveniente das atividades de investimentos no 1T26 foi negativo em R$ 20,6 milhões, devido principalmente ao CAPEX “caixa” de R$ 20,7 milhões.
Em relação ao CAPEX, conforme mostrado na Tabela 10 à direita, o montante investido no 1T26 foi de R$ 12,3 milhões. Os investimentos mais relevantes foram: i) manutenção e benfeitorias em pátios localizados em Camaçari/BA, Gravataí/RS, Horizonte/CE, São Bernardo do Campo/SP e Serra/ES, no montante de R$ 4,3 milhões; ii) aquisição de terreno em Camaçari, com o total já imobilizado em R$ 1,5 milhão; iii) revitalização e melhorias na frota própria, totalizando R$ 1,0 milhão e iii) licenças de software, incluindo ERP, no montante de R$ 2,8 milhões.
| Tabela 10 – CAPEX Consolidado | 1T26 | 1T25 |
| Manutenção & Benfeitorias gerais | 6,5 | 4,2 |
| Aquisição de equipamentos logísticos | 0,3 | – |
| Aquisição de terrenos | 1,5 | – |
| TI | 4,1 | 5,8 |
| Total | 12,3 | 9,9 |
O caixa líquido proveniente das atividades de financiamento no 1T26 foi negativo em R$ 9,5 milhões, devido à amortização de empréstimos e financiamentos, no montante de R$ 1,0 milhão, e aos juros sobre arrendamentos, nos termos do IFRS 16, que totalizaram R$ 8,5 milhões.
| Tabela 11 – Fluxo de Caixa Consolidado | 1T26 | 1T25 |
| A – Caixa inicial | 113,9 | 241,3 |
| 1 – Caixa líquido proveniente das atividades operacionais | 100,4 | 110,3 |
| 2 – Caixa líquido proveniente das atividades de investimentos | (20,6) | (10,5) |
| 3 – Caixa líquido proveniente das atividades de financiamento | (9,5) | (1,9) |
| (=) Caixa final (A + 1 + 2 + 3) | 184,2 | 339,2 |
| 4 – CAPEX “caixa” | (20,7) | (10,4) |
| 5 – Pagamento de arrendamento mercantil | (8,5) | (7,4) |
| (=) Fluxo de caixa livre (1 + 4 + 5) | 71,2 | 92,4 |
Endividamento e caixa
O caixa líquido em março de 2026 foi de R$ 59 milhões, uma reversão vs a posição de dezembro de 2025, que era de dívida líquida de R$ 12,1 milhões. O aumento do caixa líquido no período decorre principalmente do fluxo de caixa livre registrado no 1T26.
O índice dívida líquida / EBITDA LTM não pôde ser aplicado, visto que a Companhia apresentou caixa líquido. O cálculo do índice de cobertura (que equivale a EBITDA LTM sobre resultado financeiro LTM) do 1T26 não é aplicável em função de nos últimos 12 meses o resultado financeiro da empresa ser positivo. Os covenants da Companhia são <2,5x e >1,5x, respectivamente.
O custo médio total da dívida bruta da Companhia em março de 2026 foi de CDI +1,34%, estável vs dezembro de 2025. Em março de 2026, a Fitch reafirmou o Rating da Tegma em A (Bra), com perspectiva estável.
| Tabela 12 – Endividamento (consolidado) | mar-25 | dez-25 | mar-26 |
| Dívida circulante | 27,9 | 29,8 | 30,4 |
| Dívida não circulante | 82,4 | 96,2 | 94,8 |
| Dívida bruta | 110,3 | 126,0 | 125,2 |
| (-) Caixa | 0,6 | 1,7 | 0,4 |
| (-) Aplicações financeiras | 338,6 | 112,1 | 183,7 |
| Dívida (caixa) líquida(o) | (228,9) | 12,1 | (59,0) |
| EBITDA (últimos 12 meses) | 405,6 | 361,8 | 367,1 |
| Dívida líquida / EBITDA (últimos 12 meses) | N/A | 0,02 | N/A |
| Resultado financeiro (últimos 12 meses) | 9,1 | 11,5 | 8,0 |
| EBITDA (últimos 12 meses) / Resultado financeiro (12 meses) | N/A | N/A | N/A |
Retorno sobre o Capital Investido e Valor Econômico Adicionado
Disclaimer: ROIC e EVA não devem ser considerados substitutos de outras medidas contábeis de acordo com o IFRS e podem não ser comparáveis a medidas similares usadas por outras empresas
O ROIC do 1T26 foi de 30,4%, conforme gráfico 12, 1,3 p.p. inferior ao ROIC do 1T25, em função da retração do resultado operacional, enquanto que houve um aumento no capital empregado (aquisição de pátios e renovação de frotas).
O EVA do 1T26, conforme mostrado no gráfico 13, considerando um WACC entre 12% e 17% (intervalo histórico adotado pelos analistas de sell-side), foi de R$ 88-R$ 121 milhões, vs R$ 92-123 milhões do 4T25, em função basicamente dos mesmos motivos explicados acima que fizeram o ROIC retrair para 30,4%.
Todas as operações atuais e prospectivas da Tegma passam por uma avaliação utilizando o EVA como critério de geração de valor e de viabilidade.