Transcrição Teleconferência Resultados Tegma 3T26

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Transcrição da Teleconferência de Resultados da Tegma do 3T26

Slide 1 (Nivaldo)

Boa tarde. Sou Nivaldo Tuba, CEO da Tegma, e, em nome de toda a Companhia, agradeço a participação em nossa teleconferência de resultados do terceiro trimestre de 2026. Comigo aqui estão Ramón Perez, nosso diretor financeiro e de Relações com Investidores, e Ian Nunes, nosso Gerente Executivo de Relações com Investidores.

Slide 2 (Nivaldo)

Como de costume, iniciamos pela declaração sobre informações prospectivas. As projeções e expectativas apresentadas refletem as premissas disponíveis nesta data e estão sujeitas a riscos e incertezas. Os resultados efetivos podem diferir dos aqui indicados.

Slide 3 (Nivaldo)

Passando aos destaques do trimestre,   começamos pela remuneração aos acionistas. Foi aprovado o pagamento de um real e sete centavos por ação em dividendos e juros sobre o capital próprio, com data de corte em 9 de novembro e pagamento em 19 de novembro. A distribuição corresponde a 60% do lucro líquido do 3T26.  No segundo destaque, mencionamos sobre os créditos tributários nesse trimestre. A Tegma começou a utilizar os créditos de IRPJ e CSLL já reconhecidos anteriormente, no montante de R$ 20 milhões. Também reconhecemos R$ 29 milhões no resultado créditos de IRPJ e CSLL e a respectiva atualização monetária. O detalhamento jurídico e contábil está no Earnings Release.

O terceiro destaque é a evolução das ferramentas do site de Relações com Investidores. Foram estruturados novos painéis para facilitar a análise do mercado automotivo, dos resultados trimestrais e da série histórica, além de uma versão mais navegável do Guia de Valuation. Essas iniciativas facilitam a análise dos indicadores mais relevantes para quem acompanha a Tegma.

Por fim, anunciamos novos investimentos para ampliar a capacidade operacional da Tegma e de suas controladas. Eles contemplam a expansão de pátios e a aquisição de equipamentos para operações de veículos novos, usados e motos, preparando a Tegma para o crescimento dos volumes e para novas oportunidades logísticas, conforme detalhamos em nosso comunicado ao Mercado do dia 30 de outubro.

Slide 4 (Nivaldo)

Passando o slide seguinte,  falamos do mercado automotivo, em que as vendas domésticas cresceram 18% no 3T26, impulsionadas principalmente pelo avanço dos veículos eletrificados e dos modelos enquadrados no programa Carro Sustentável.  As exportações recuaram 25%, refletindo a redução das vendas para mercados da América Latina e a maior concorrência das montadoras chinesas nesses países. Com isso, as vendas totais cresceram 10% no trimestre.  A produção nacional cresceu 9%, acompanhando o desempenho do mercado doméstico.  Já as vendas de veículos importados avançaram 44%, em função da entrada de novas montadoras chinesas e do crescimento da eletrificação.  Na operação da Tegma, transportamos 214 mil veículos no 3T26, crescimento de 8,5% na comparação anual. O market share foi de 23,6%, redução de 0,3 ponto percentual, refletindo o desempenho de clientes relevantes.  Desse total, 191 mil veículos foram destinados ao mercado doméstico.  Os veículos destinados à exportação somaram 23 mil unidades, uma redução de 29% na comparação anual, em linha com a retração das exportações do mercado.  Ao lado, a distância média consolidada aumentou 2,7%, para 1.146 quilômetros. Embora a distância média das viagens domésticas tenha recuado levemente, a maior participação dessas viagens no volume total compensou a redução das rotas de exportação. Após esses destaques, passo a palavra ao nosso diretor financeiro, Ramón Perez, que apresentará os resultados financeiros, a geração de caixa e os demais indicadores.

Slide 5 (Ramón)

Boa tarde a todos.  Começando pela receita líquida consolidada, atingimos R$ 761 milhões no trimestre, crescimento de quase 20% na comparação anual.  Esse crescimento foi impulsionado pela Divisão de Logística Automotiva, cuja receita líquida foi de R$ 712 milhões, uma alta de 19%. O desempenho refletiu o aumento do volume transportado e da distância média (por efeito mix de viagens), os reajustes anuais das tarifas e o crescimento dos serviços de armazenagem e de transferências entre pátios. A Fastline também se destacou, com aumento do volume transportado.  A Logística Integrada também contribuiu positivamente, com receita líquida de R$ 49 milhões, um avanço de 42%, impulsionada pelo maior volume armazenado na operação de granéis e pelo novo contrato de transporte de contêineres para uma montadora na Bahia.  O EBITDA consolidado teve uma alta de 11% e foi de quase R$ 130 milhões, com margem de 17,1%, ou seja, uma redução de 1,4 ponto percentual.  Esse desempenho refletiu, principalmente, a Logística Automotiva, cujo EBITDA foi de R$ 122 milhões e a margem ficou em 17,2%, com uma redução de 1,5 ponto percentual. A margem desta divisão foi pressionada principalmente pela menor participação das viagens rodoviárias de exportação, que apresentaram melhor rentabilidade no 3T25, e por custos adicionais de mão de obra, consultorias e depreciação. Os valores e impactos individuais estão detalhados no Earnings Release.  Na Logística Integrada, o EBITDA foi de R$ 7,4 milhões, com margem de 15,2%, ou seja, um avanço de 1,2 ponto percentual. A melhora decorreu da diluição dos custos fixos pelo maior volume armazenado e do crescimento das despesas abaixo da receita, apesar da defasagem no repasse do diesel aos clientes.  A equivalência patrimonial foi positiva em R$ 5,6 milhões, uma redução de 24% na comparação anual, refletindo o resultado da GDL.  Abrindo o detalhamento da GDL, a receita líquida foi de R$ 65 milhões, redução de quase 20%. Esse desempenho foi impactado por mudanças no perfil das operações de veículos importados, que reduziram a necessidade e o tempo de armazenagem alfandegada, além da valorização cambial desfavorável às receitas da operação. O lucro líquido da GDL foi de R$ 11,2 milhões, com margem de 17,2%, redução de quase 2 pontos percentuais. A queda foi parcialmente mitigada por uma redução dos custos fixos, mas o aumento das despesas intensificou o efeito da menor receita. A GDL distribuiu R$ 37,2 milhões em dividendos nos últimos doze meses encerrados no 3T26, um crescimento de 10,9%.  Ainda em relação ao  resultado consolidado,  o lucro líquido foi de R$ 117 milhões, um crescimento de 46,5%, com margem líquida de 15,4%.  Esse resultado inclui o crédito tributário de R$ 29,2 milhões reconhecido no trimestre. Desconsiderando esse crédito, o lucro líquido teria sido de R$ 87,8 milhões, com um de aumento de 9,9% e com uma margem de 11,5%. A redução da margem líquida ajustada decorre principalmente da menor margem operacional e da queda da equivalência patrimonial.

Slide 6 (Ramón)

Passando aos indicadores de caixa,  o ciclo de caixa encerrou o trimestre em 37 dias, uma redução de dois dias em relação ao 2T26 e no menor patamar dos últimos dois anos.  O CAPEX foi de R$ 10,5 milhões no trimestre, dos quais aproximadamente R$ 7 milhões foram destinados a benfeitorias em três pátios da Logística Automotiva.  O fluxo de caixa livre foi positivo em R$ 94,6 milhões, favorecido pelo resultado operacional, pela liberação de capital de giro e pelo aproveitamento de R$ 5,2 milhões em créditos tributários. No acumulado de 2026, o fluxo de caixa livre foi de R$ 165 milhões positivos.  Em setembro de 2026, a Companhia apresentava caixa de R$ 232 milhões e dívida bruta de cerca de R$ 154 milhões, resultando em caixa líquido de R$ 78 milhões, ante os R$ 56 milhões em junho de 2026. No trimestre, foram contratados novos empréstimos e realizadas rolagens de vencimentos.  O custo médio da dívida caiu para CDI mais 0,79%, e o prazo médio de 2,7 anos. A Fitch manteve o rating A (bra), com perspectiva estável. Adicionalmente, destacaria que conforme divulgado em evento subsequente nas demonstrações financeiras, já recebemos os R$ 150 milhões destinados ao pagamento da Transcopa e ao reforço de caixa. Esse empréstimo foi realizado na modalidade Nota de Crédito à Exportação (NCE), com remuneração equivalente ao CDI +0,58% ao ano e prazo total de 36 meses.

Slide 7 (Ramón)

Nos indicadores de retorno,  o ROIC encerrou o trimestre em 31,4%, redução de 0,4 ponto percentual frente ao segundo trimestre de 2026, principalmente pelo aumento do capital empregado. O ROE atingiu 30,5% e foi positivamente impactado pelo crédito tributário reconhecido no período.  Já o EVA estimado, ficou entre R$ 110 milhões e R$ 147 milhões, considerando um range de WACC entre 17% e 12%, com leve melhora em relação ao trimestre anterior.  Nos nove meses de 2026, foram deliberados R$ 145,7 milhões em dividendos e juros sobre o capital próprio, equivalentes a R$ 2,21 por ação. O payout foi de 61%, em linha com a maior demanda de CAPEX e de capital de giro.  No mercado de capitais, o retorno da TGMA3 no acumulado do ano superou o do índice de Small Caps, embora tenha ficado abaixo do Ibovespa, em um período marcado por muita volatilidade eleitoral e aumento da aversão ao risco.  Os múltiplos indicados são de 4,3 vezes EV sobre EBITDA e 6,7 vezes preço sobre lucro.

Slide 8 (Ramón)

Para concluir, incluímos este slide, que mostra a conversão do EBITDA em caixa nos últimos doze meses. Partimos de R$ 378 milhões de EBITDA ajustado ex-IFRS 16.  O CAPEX consumiu R$ 90 milhões, refletindo os maiores investimentos em pátios e implementos rodoviários.  O consumo de capital de giro foi de R$ 58 milhões, em função do crescimento da receita,  e o imposto de renda consumiu R$ 101 milhões. Com esses efeitos, o fluxo de caixa livre para a firma foi de R$ 129 milhões, equivalente a uma conversão de 34% do EBITDA ajustado ex-IFRS 16.  Os efeitos de novas captações e resultado financeiro contribuíram positivamente com R$ 68 milhões.  Os dividendos recebidos da GDL somaram R$ 19 milhões, levando o fluxo de caixa livre ao acionista a R$ 216 milhões.  Os dividendos pagos consumiram R$ 239 milhões, incluindo o dividendo extraordinário do final de 2025.  Outros efeitos contribuíram positivamente com R$ 10 milhões, resultando em variação negativa de caixa de aproximadamente R$ 14 milhões, o que explica a variação entre o caixa do final do terceiro trimestre 2025, que era de R$ 247 milhões, para o caixa do final do terceiro trimestre de 2026, que foi de cerca R$ 232 milhões.  A conversão de 34% do EBITDA em fluxo de caixa livre para a firma nos doze meses encerrados no 3T26 ficou próxima à dos últimos dois anos, apesar do maior volume de investimentos e da maior demanda de capital de giro.

Slide 9 (Ramón)

Com isso, agradeço a participação e o interesse de todos pela Tegma. Abrimos agora a sessão de perguntas e respostas.

Q&A

Ian Nunes: Obrigado, Ramon. Iniciaremos agora a sessão de perguntas e respostas para investidores e analistas. Caso desejem fazer alguma pergunta, por favor, pressione o botão “levantar a mão”. Se sua pergunta for respondida, você pode sair da fila clicando em “abaixar a mão”. Caso deseje fazer alguma pergunta por escrito, por favor, digite sua pergunta no campo do Q&A na parte inferior da tela. A gente já tem uma pergunta solicitada aqui do Gabriel Rezende, do Itaú BBA . Podem liberar o Gabriel, por favor.

Gabriel Rezende: Ah, obrigado, Ian. Boa tarde, pessoal. Eu queria fazer duas perguntas. A primeira delas relacionada à margem. A gente viu aqui um número de margem EBITDA no segmento de logística automotiva um pouco abaixo do que a gente imaginava e também uma dinâmica de queda na comparação tri a tri, né? Comparando ali com o que a gente viu no segundo trimestre, agora uma queda no terceiro trimestre. Queria entender como que a companhia pensa nessa dinâmica para os próximos trimestres, né? Já que o crescimento talvez muito acelerado tenha tirado um pouco de visibilidade de rentabilidade, mas queria entender como que a companhia enxerga o patamar run rate aí para os próximos trimestres. Fazia sentido a gente ver uma tendência ascendente para a margem? E aí o segundo ponto: a companhia está totalizando 60% de payout year to date, né, com tudo que já foi distribuído e anunciado para esses primeiros 9 meses do ano. Queria entender como que a companhia vê o payout se comportando para o ano fechado de 2026, se daria para extrapolar 60% ou se poderia ficar mais perto de repente de 70% ou 80%. Obrigado.

Nivaldo Tuba: Gabriel, tudo bem? Obrigado aí pela pergunta. Realmente você tem razão. Algumas iniciativas estão sendo tomadas, obviamente que elas não surtem efeito imediato, né? E a gente tem passado aí nesse trimestre, especialmente, vou usar uma frase de efeito aí, por “dores do crescimento”, né? Ou seja, a gente teve que buscar novas áreas, teve que realocar pessoas, teve que alugar equipamentos, teve que contratar novos motoristas, né? Teve que conviver com um trimestre aí em que o volume de carros foi muito grande e principalmente um volume bastante separado, né? Então, necessariamente a gente precisa realocar pessoas, né? Ações estão sendo tomadas no sentido de mitigar essa questão da movimentação de pessoas, no sentido de mitigar determinados custos que nós vínhamos tendo. Vou te citar um exemplo: na nossa linha de Belém para Manaus, nós utilizamos balsa, né? E pela falta de implemento, falta de carretas, nós tínhamos que pôr os carros no deck da balsa. Isso trazia um custo maior. Então, nós aprovamos o investimento para a compra de carretas, visando minimizar esse custo. Isso demanda um certo tempo de maturação, demanda um certo tempo até que esses equipamentos estejam disponíveis, né? Mas várias iniciativas estão sendo tomadas no sentido de mitigar esses efeitos que são principalmente operacionais, né? Não digo que não tenha alguns outros efeitos de ordem administrativa, como, por exemplo, essas áreas que nós estamos adquirindo, áreas que nós estamos implementando, elas necessitam de adequações, necessitam de regularizações. Então, a gente tem alguns efeitos de assessoria jurídica, de consultoria jurídica, né, que ainda deve acontecer por mais algum período, que é, volto a falar, a dor do crescimento, tá? Eu vou passar para o Ramon falar sobre a sua segunda colocação.

Ramón Perez: Ô Gabriel, obrigado aí pela tua pergunta. Bom, assim, com relação à questão do payout, primeiro queria lembrar que esse é o mesmo percentual, praticamente o mesmo percentual que a gente havia praticado no primeiro semestre. Ah, e queria também dizer que a gente precisa considerar, ou pelo menos a gente considerou isso quando a gente determinou essa antecipação, alguns aspectos, né? O primeiro dele é o cenário em que a gente estava inserido do pré-eleições, né? Um cenário com bastante volatilidade e de fato, embora praticando um percentual acima da nossa política indicativa e muito próximo do que a gente vem praticando nos últimos anos, que tem variado entre 60% e 80%, a gente optou por um conservadorismo nesse momento. A gente tem pressão de capital de giro pelo crescimento. A gente tem investimentos que têm sido anunciados também; a gente anunciou recentemente R$ 30 milhões de reais pela nossa conversão ali de EBITDA para caixa, que nos últimos 12 meses a gente teve cerca de 90 milhões. Então a gente está pegando um gancho no que o Nivaldo estava dizendo, num período de crescimento, de adequação, vamos chamar assim, no nosso backbone de pátios, de equipamentos, né? Então isso faz com que a gente tenha sido mais conservador na determinação desse payout, mas também queria te lembrar que a gente só define o payout definitivo do ano no fechamento do exercício, né? A gente tem um complemento que a gente faz lá na nossa assembleia. E o que eu posso dizer é que, tudo correndo bem, eu acho que há um espaço ainda para algum ajuste, mas dentro do que a gente vem praticando aí em média ao longo dos últimos meses. Isso é o que eu posso comentar, tá bom?

Ian Nunes: Obrigado, Ramon. Vamos coletar mais perguntas aqui. Recebi uma pergunta pelo Q&A de texto do Fernando Guerreiro, da Solos. Podem passar uma estimativa de alíquota efetiva de imposto de renda para o quarto trimestre de 2026 e 2027, e uma estimativa de CAPEX de manutenção anual da empresa?

Ramón Perez: Oi, Fernando. Obrigado pelas questões. Sobre a estimativa de CAPEX de manutenção anual da empresa, ele gira em torno de 2% a 2,5% da nossa receita líquida, tá? Isso eu posso te afirmar com uma certa tranquilidade. Com relação à alíquota específica, a gente vai checar e vai te passar essa informação. A gente teve alguns impactos aí relativos… você está perguntando para o quarto trimestre especificamente, né? Eu ia falar aqui sobre juros sobre capital próprio, mas acho que não tem pagamento nesse… aliás, tem o pagamento da antecipação do terceiro trimestre. A gente vai te confirmar isso depois do call, tá bom? Peço desculpas, mas não tenho esse número aqui de cabeça.

Ian Nunes: E a gente recebeu uma pergunta também do Eduardo Menezes, da Delta: O advento da DUIMP, simplificação aduaneira, tende a mudar negativa e permanentemente os resultados da GDL? Vou passar para o Nivaldo responder.

Nivaldo Tuba: Eduardo, realmente a DUIMP é uma modernização do sistema aduaneiro brasileiro, né? É uma tendência, uma cópia mundial aí de outros sistemas. Ela visa racionalizar o processo de nacionalização das mercadorias, né? Realmente ela é um fator que traz alguma perturbação para a GDL, sem dúvida alguma, né? A mercadoria já chegando nacionalizada, como é o efeito de nacionalização sobre águas ou mesmo utilização da DUIMP, tende a fazer com que a mercadoria ou não seja removida para a GDL ou permaneça um menor tempo. Por outro lado, a gente está buscando alternativas de outros clientes, de outras mercadorias, né? Procurando otimizar essa diferença causada por esse efeito de modernização do sistema aduaneiro brasileiro, tá?

Ian Nunes: Obrigado. A gente recebeu uma outra pergunta do Pedro Tineo, do Itaú BBA. Podem liberar o áudio do Pedro, por favor.

Pedro Tineo: Boa tarde, pessoal. Obrigado por pegar mais uma pergunta aqui do nosso lado. Eu só queria pegar um esclarecimento adicional sobre a questão do ICMS, né? Entendo que neste tri a gente teve um não recorrente ali relevante que vocês reconheceram, entendo que pelo estoque, pela decisão favorável que vocês tiveram. Mas queria entender como fica isso para frente, tá? Como fica a tributação em diante? A gente deveria ter alguma redução de tributo no médio prazo? Poderíamos pensar numa alíquota reduzida aqui, principalmente ligada à receita? Obrigado, viu pessoal.

Ramón Perez: Obrigado aí pela pergunta, Pedro. A questão do ICMS, na verdade não é uma questão de ICMS, é uma questão do crédito presumido de ICMS ser ou não oferecido à tributação, tá? Então, historicamente — agora sem pegar aqui pelas datas —, até 2024 a gente… isso está bem explicado no nosso earnings release, tá? Mas a gente deixou de oferecer, a gente não oferecia à tributação com base numa tese de subsídio, né? Em função de uma mudança de interpretação, a gente… e a gente tem um ICMS presumido da ordem de 20% do total do ICMS que a gente recolhe. Isso continuou desde 2024, mas a gente passou a oferecer esse benefício à tributação de imposto de renda e contribuição social. E a gente entrou com um pleito, com uma argumentação — também está explicado no nosso release —, dizendo que esse subsídio não poderia ser tributado porque estaria havendo, vamos dizer assim, uma ingerência da administração federal sobre um benefício estadual. Nós tivemos êxito nessa nossa petição / pleito. Então a gente continua com o mesmo crédito presumido de 20%, só que a gente exclui isso do LALUR, a gente não oferece à tributação. Então o que a gente registrou agora foi o benefício acumulado, ou seja, o que a gente pagou de imposto de renda e contribuição social sobre esse crédito presumido ao longo dos últimos anos. E desde agora, abril, maio, enfim, a gente já não oferece mais à tributação e isso traz um benefício para a gente de imposto de renda e contribuição social, tá? Então é uma melhora na alíquota do imposto de renda e da contribuição social.

Pedro Tineo: Super claro. Obrigado, pessoal.

Ramón Perez: Obrigado.

Ian Nunes: Vamos aguardar alguma última pergunta? Vou passar a palavra para o Nivaldo para fazer o fechamento do nosso call.

Nivaldo Tuba: Pessoal, muito obrigado pela participação e pelo interesse no nosso call de resultados. Eu quero só destacar que a administração da Tegma está bastante empolgada com os resultados, podendo destacar que esses resultados são os melhores historicamente no período de 9 meses, tanto a nível de receita quanto a nível de lucro líquido. Mas isso faz com que a gente tenha vontade e ânimo de melhorar, né? E ainda assim várias ações de racionalização de custos, de otimização de processos estão em desenvolvimento, né? Sempre no sentido de buscar uma margem melhor, buscar uma geração de caixa melhor, buscar uma otimização de processos, tá bom? Mais uma vez, então, muito obrigado pela participação. Uma boa tarde.